O avanço do turismo em 2025 consolidou São Paulo como potência nacional do setor, e esse movimento transborda para diferentes mercados na capital, do varejo à moradia temporária.
Para quem busca um apartamento na Zona Leste, por exemplo, a dinâmica turística ajuda a explicar novos polos de serviços, reformas urbanas e oportunidades de renda com locações de curta e média temporada.
Segundo projeções oficiais, o turismo deverá responder por 9,7% do PIB paulista em 2025, com algo próximo de R$ 340 bilhões em atividade econômica associada.
O que significa 9,7% do PIB
A participação de 9,7% no PIB estadual mostra que a cadeia do turismo, transporte, hotelaria, alimentação, eventos, cultura e comércio, tornou-se um dos motores da economia paulista.
Estimativas da Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP) e do Centro de Inteligência da Economia do Turismo apontam R$ 340 bilhões em 2025, crescimento de cerca de 3,7% sobre 2024, além de 51 milhões de turistas esperados.
Esse desempenho mantém a trajetória de alta iniciada em 2024, quando o turismo já havia alcançado 9,6% do PIB.
Em perspectiva nacional, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) projeta que o setor representará 7,7% do PIB brasileiro em 2025, reforçando o maior peso de São Paulo dentro do país.
A capital como motor de negócios e eventos
São Paulo concentra a maior parte dessa força.
Apenas no primeiro trimestre de 2025, foram 1,5 mil eventos, responsáveis por movimentar R$ 5,9 bilhões e gerar quase R$ 300 milhões em ISS.
Até julho, o calendário já somava 3,9 mil eventos e R$ 12,7 bilhões de impacto econômico.
O setor hoteleiro registrou taxa média de ocupação de 60% entre janeiro e maio, com diárias na casa de R$ 627, mostrando a disposição do visitante em gastar mais na cidade.
Além disso, o Índice Mensal da Atividade do Turismo (IMAT), calculado pelo Observatório de Turismo e Eventos em parceria com a FecomercioSP, apontou crescimento de quase 7% em maio de 2025, reforçando o dinamismo do setor na capital.
Conectividade aérea: recordes em Guarulhos
Outro destaque é a malha aérea.
Em julho de 2025, o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) registrou 4,4 milhões de passageiros, o maior fluxo mensal de sua história.
Só no dia 17 de julho, foram 151,6 mil pessoas, entre voos nacionais e internacionais.
Esses números não apenas superaram os níveis pré-pandemia como reforçaram São Paulo como a principal porta de entrada do Brasil.
No acumulado, o Ministério de Portos e Aeroportos reportou 73,4 milhões de passageiros no Brasil entre janeiro e julho, alta de 9,6% em relação a 2024, com reflexos diretos para a capital paulista.
Hotelaria e gastos dos visitantes
A hotelaria acompanha esse movimento. Além da ocupação média de 60%, houve aumento da diária média e do RevPAR (indicador de receita por quarto disponível).
Esses dados refletem tanto a força do turismo de negócios quanto a entrada de grandes eventos de lazer, como shows internacionais e feiras temáticas.
Para o último trimestre de 2025, a Setur-SP projeta taxa de ocupação acima de 62% em todo o estado.
Esse cenário beneficia não apenas hotéis tradicionais, mas também locações alternativas, como plataformas digitais e unidades residenciais adaptadas para curta temporada.
Impactos no mercado imobiliário paulistano
O crescimento do turismo gera efeitos diretos no setor imobiliário:
Locação de temporada: bairros bem conectados por transporte público, como a Zona Leste, ganham destaque para estadas curtas, seja de turistas em busca de shows, seja de profissionais que participam de congressos.
Serviços locais: restaurantes, cafés, coworkings e centros culturais abrem em maior número para atender essa demanda, elevando a atratividade do bairro.
Valorização: áreas próximas a arenas e centros de convenções registram tendência de valorização imobiliária, o que influencia quem busca investir em um apartamento na Zona Leste.
Esse movimento se fortalece com a consolidação de São Paulo como polo de grandes eventos e centro cultural do país.
Políticas públicas e descentralização
Para sustentar o crescimento, a Setur-SP aposta em rotas temáticas e campanhas de promoção internacional.
Projetos como o incentivo ao turismo cultural, esportivo e gastronômico visam descentralizar o fluxo e ampliar o tempo de permanência dos visitantes.
Essas iniciativas ajudam a espalhar os benefícios para diferentes regiões da cidade, incluindo a Zona Leste, que recebe investimentos em mobilidade e espaços de lazer.
Desafios e perspectivas
Apesar do cenário otimista, alguns riscos merecem atenção.
A volatilidade do câmbio pode encarecer pacotes internacionais, e a inflação de insumos como energia e alimentação pode afetar o setor de serviços.
Mesmo assim, a tendência é positiva: mais eventos confirmados, fluxo crescente de turistas e tarifas hoteleiras em alta sustentam a confiança no turismo paulistano.
Conclusão
Em 2025, o turismo consolidou-se como um dos pilares da economia paulista, representando 9,7% do PIB estadual e movimentando R$ 340 bilhões.
O desempenho está ancorado em eventos de grande porte, no recorde de passageiros em Guarulhos e no fortalecimento da rede hoteleira.
Esse ciclo também abre espaço para novas oportunidades imobiliárias: quem investe em um apartamento na Zona Leste encontra não apenas uma opção de moradia, mas também um ativo valorizado por serviços, mobilidade e potencial de locação.
Com políticas públicas ativas e demanda crescente, São Paulo reafirma sua posição de liderança no turismo brasileiro e transforma essa força em benefícios econômicos e sociais para seus moradores.
