Arte e Cultura

Irving Penn

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A carreira de Irving Penn

Você provavelmente já viu alguma fotografia de Irving Penn, sejam elas de natureza morta ou de sua coleção de editoriais de moda – muitos publicados na renomada Vogue até perto de sua morte, em 2009, aos 92 anos. Talvez ainda mais populares sejam seus retratos, como o nu de Gisele Bündchen e o icônico Pablo Picasso com olhar enfático e misterioso

Ao decorrer de seus 60 anos de carreira, Irving Penn revolucionou a forma de fazer retratos e de inúmeros outros gêneros fotográficos. Sua marca no campo da fotografia de moda foi impressa de forma profunda, sendo até difícil imaginar como seriam os editoriais contemporâneos se não fosse a consagração de sua estética. Já seus trabalhos independentes, paralelos aos comerciais, que exploram nudez e natureza morta, possuem uma qualidade típica de gênios e pioneiros. Em outubro de 1943, assinou sua primeira capa para a Vogue.

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Foto – National Pictures

O caráter de seus retratos era paralelo aos das fotos de natureza morta, o que surpreendeu, já que o público parecia ter consciência de que se tratava de algo novo. Penn favoreceu o uso do fundo neutro, cinza ou branco, sem costura, e, alternadamente, a utilização de conjuntos arquitetônicos que criavam efeitos oblíquos, diagonais, pontiagudos. Pela simplicidade, suas fotografias de moda induziam a interpretação de que as roupas eram tão belas que não precisavam ser fotografadas em cenários requintados. Tinham todos os elementos necessários para que o leitor não apenas construísse uma história, mas a adequasse a sua própria realidade.   

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After dinner, NY, 1947

Em contraste com os retratos de celebridades, Irving Penn também possui em seus registros personagens anônimos, do povo. Penn fotografava famosos e populares com a mesma intimidade e a mesma segurança, e foram estas as características que conduziram a resultados surpreendentes para os padrões da época.   

Penn abraçou a moda com o objetivo de dar a ela um novo sentido, ainda que de forma pessoal e despretensiosa. Para Wood, o gênio particular do fotógrafo mostra que uma arte profunda e humana pode ser criada no centro de uma sociedade cada vez mais dominada pela cultura de massa e pelos meios de comunicação.   

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Picasso, Canne, 1957

Essa combinação, seu minimalismo e seu despojamento, acabou não apenas por torná-lo um dos mais importantes fotógrafos do século XX, mas também por inseri-lo na contemporaneidade que ele mesmo ajudou a criar.  

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